CANÇÕES DE AMOR (Les chansons d’amour), 2007
César 2008 de Melhor Trilha Sonora Original. Festival de Cannes 2007, mostra "Un Certain Regard"
Comédia musical. As origens de Canções de Amor remetem a um material musical pré-existente: as canções escritas por Alex Beaupain. Os personagens começam a cantar assim que se apaixonam, porque são incapazes de expressar paixão de outra forma. O
s cenários, como os apartamentos dos pais, retornam como um coro, com um tom diferente de acordo com o que foi cantado previamente. E assim como numa música, em que certos instrumentos retornam ou desaparecem enquanto outros são adicionados, os personagens secundários dão um ímpeto refrescante à história enquanto outros são eliminados dela. Ismaël perambula sem direção, mas a despeito de tudo continua caminhando. Erwann apressa um pouco seu passo. Já Jeanne é condenada à imobilidade: ela lembra um ponto fixo, pois a tragédia a congela. E Alice anda ao lado de Ismaël, mas ela resolve se afastar do seu caminho para seguir outra história, agora com um rapaz bretão que acaba de conhecer.
Escrito e dirigido por Christophe Honoré. Música por Alex Beaupain. Produzido por Paulo Branco (Alma Films). Com Louis Garrel, Ludivine Sagnier, Chiara Mastroianni, Grégoire Leprince-Ringuet, Clotilde Hesme. Fotografia por Rémy Chevrin. Montagem por Chantal Hymans. Duração:95 minutos
Comédia musical. As origens de Canções de Amor remetem a um material musical pré-existente: as canções escritas por Alex Beaupain. Os personagens começam a cantar assim que se apaixonam, porque são incapazes de expressar paixão de outra forma. O
s cenários, como os apartamentos dos pais, retornam como um coro, com um tom diferente de acordo com o que foi cantado previamente. E assim como numa música, em que certos instrumentos retornam ou desaparecem enquanto outros são adicionados, os personagens secundários dão um ímpeto refrescante à história enquanto outros são eliminados dela. Ismaël perambula sem direção, mas a despeito de tudo continua caminhando. Erwann apressa um pouco seu passo. Já Jeanne é condenada à imobilidade: ela lembra um ponto fixo, pois a tragédia a congela. E Alice anda ao lado de Ismaël, mas ela resolve se afastar do seu caminho para seguir outra história, agora com um rapaz bretão que acaba de conhecer.Escrito e dirigido por Christophe Honoré. Música por Alex Beaupain. Produzido por Paulo Branco (Alma Films). Com Louis Garrel, Ludivine Sagnier, Chiara Mastroianni, Grégoire Leprince-Ringuet, Clotilde Hesme. Fotografia por Rémy Chevrin. Montagem por Chantal Hymans. Duração:95 minutos
Meu devaneio:
Louis Garrel interpretando Louis Garrel, como sempre. Mas ele continua lindo. O único homem no mundo que consegue ter um nariz horrível e ser sexy ao mesmo tempo. Mas, sabe, sinceramente, o filme me irritou um pouco. Há erros grotescos. Como, numa cena em que a Ludivine Sagnier aproxima-se da câmera, dá pra ver o carrinho empurrando ela embaixo. Juro que dá pra ver. Sem contar que é um musical, né. Eles começam a cantar e um desconforto típico lota a sala. Em algumas cenas que o Louis Garrel aparece cantando na rua, as pessoas normais não escondem sua curiosidade pela gravação. Isso incomoda um pouco, parece que distrai.
Mas preciso admitir que os franceses sim sabem ter uma vida sexual divertida. Vida a três. É uma ótima idéia, não? Sem contar que o final não poderia ser melhor. Preciso admitir também que não gostei das musiquinhas e os atores não têm lá a voz e o ritmo mais agradável do mundo. Tolerância zero também para aquelas legendas estúpidas que o Reserva colocou errado. Aquilo desconcentrou totalmente.
Mas preciso admitir que os franceses sim sabem ter uma vida sexual divertida. Vida a três. É uma ótima idéia, não? Sem contar que o final não poderia ser melhor. Preciso admitir também que não gostei das musiquinhas e os atores não têm lá a voz e o ritmo mais agradável do mundo. Tolerância zero também para aquelas legendas estúpidas que o Reserva colocou errado. Aquilo desconcentrou totalmente.
E, depois de Amantes Constantes, tem mais uma vez a dupla romântica do Louis Garrel com Clotilde Hesme. Sorte dela, não é? E pelo menos dessa vez eu consegui me manter acordada durante o filme inteiro. A verdade é que eu teria gostado do filme se ele não fosse musical. Garrel, com aquele jeito meninão de sempre, sabe protagonizar cenas engraçadas. E a verdade é que eu fiquei com água na boca ao vê-lo se pegando com outro cara. Juro. Deixa a gente pensando que, infelizmente, o mundo é assim mesmo. Mas ainda não desisto de tê-lo em minha banheira.
A ÚLTIMA AMANTE (Une vieille maitresse), 2007
Festival de Cannes 2007, Seleção oficial
Drama. Na mundana Paris do século XIX, só se fala no casamento do jovem li
bertino Ryno de Marigny com a bela e pura Hermangarde, uma flor da aristocracia. Os noivos se amam, porém as más línguas insinuam que Ryno não vai conseguir romper um antigo romance com Vellini, uma cortesã escandalosa, filha de uma duquesa com um toureador. Entre confidências, traições e segredos numa sociedade paralisada pelas convenções, a força dos sentimentos vai provocar os acontecimentos.
Dirigido por Catherine Breillat. Escrito por Catherine Breillat, baseado no no romance "Une vieille maîtresse" de Jules Barbey d’Aurevilly. Produzido por Jean-François Lepetit (Flach Film). Com Asia Argento, Fu’ad Aït Aatou, Roxane Mesquida, Claude Sarraute, Yolande Moreau. Fotografia por Yorgos Arvanitis. Montagem por Pascale Chavance. Duração : 114 minutos. Lançamento nacional: 27 de junho.
Drama. Na mundana Paris do século XIX, só se fala no casamento do jovem li
bertino Ryno de Marigny com a bela e pura Hermangarde, uma flor da aristocracia. Os noivos se amam, porém as más línguas insinuam que Ryno não vai conseguir romper um antigo romance com Vellini, uma cortesã escandalosa, filha de uma duquesa com um toureador. Entre confidências, traições e segredos numa sociedade paralisada pelas convenções, a força dos sentimentos vai provocar os acontecimentos.Dirigido por Catherine Breillat. Escrito por Catherine Breillat, baseado no no romance "Une vieille maîtresse" de Jules Barbey d’Aurevilly. Produzido por Jean-François Lepetit (Flach Film). Com Asia Argento, Fu’ad Aït Aatou, Roxane Mesquida, Claude Sarraute, Yolande Moreau. Fotografia por Yorgos Arvanitis. Montagem por Pascale Chavance. Duração : 114 minutos. Lançamento nacional: 27 de junho.
Meu devaneio:
Pra variar, me deixou pensando como poderia ser interessante a minha vida no século XIX. As roupas, as danças, os cabelos. Os homens. Fu´ad Aatou é lindo e apaixonante. Preciso admitir que não vejo graça nenhuma em Asia Argento, a espanhola (na verdade a atriz é italiana) e amante. Ela é vulgar por natureza, fora dos padrões de beleza. Entendo que esse foi o propósito. Vellini feia e Hermenagde bonita. O desejo e a beleza numa relação que aparentemente não faz muito sentido. Mais uma vez Roxane Mesquida está linda. Mesmo loira. Ficou um tanto quanto artificial mas a gente perdoa.
O filme é sobre traição em plena aristocracia francesa. É interessante, no entanto, um pouco cansativo. Tive a impressão de que foi muita enrolação para pouco conteúdo. Dava para cortar trinta minutos de projeção fácil, fácil. As cenas de sexo são convincentes e a relação entre Ryno e Vellini de início parece incompreensível, mas a história explica o dilema do rapaz entre a amante e a esposa. É o refinado e belo contra o vulgar e inquietante. Moral da história: Prefira ser a outra do que a corna.





Só as expressões na foto já indicam a incrível espontaneidade dos 







Um dia, quero ter 60 anos sendo bem bonitona, ter um marido de dar inveja em qualquer beata, uma casa no campo e esquiar todos os dias. Só isso. Sem a parte do Alzheimer.